Três dificuldades comuns na adolescência em sala de aula

Três dificuldades comuns na adolescência em sala de aula

Por: Marcia Belmiro | Adolescentes | 17 de outubro de 2019

Quando falamos em dificuldades encontradas pelos adolescentes na escola, é comum que a abordagem fique circunscrita à questão acadêmica. No entanto, percebemos que o que marca a memória dos indivíduos nessa fase são as interações, as amizades, as disputas, os momentos de rejeição e de acolhimento – ou seja, os relacionamentos.

No texto de hoje vamos tratar de três situações comuns na rotina dos adolescentes que podem causar transtornos a estes jovens caso não sejam bem equacionadas.

A primeira é a preocupação de se expor e não ser bem-recebido. Um bom exemplo é quando o jovem tem uma dúvida na aula, mas teme fazer a pergunta ao professor e ser “zoado” pelos colegas – mesmo os alunos mais extrovertidos relatam essa inibição.

A segunda é relacionada aos odores corporais. Durante a adolescência, por conta do excesso de hormônios, é comum haver fases de mau cheiro, especialmente nas axilas e nos pés. Aí entra mais uma vez o medo de rejeição e não aceitação do grupo, que nesse caso pode acontecer na forma de piadas ou, pior, de maneira velada, por um comportamento de exclusão pelos demais.

A terceira situação é relacionada aos grupos que se formam naturalmente na escola. Os jovens costumam se unir por afinidades, assim é comum existir o grupo dos “populares”, o dos “nerds”, a “turma do fundão”. Com a grande reatividade que caracteriza os adolescentes, essas turmas viram verdadeiras “bolhas”, nas quais só os pensamentos iguais são permitidos. Essa situação gera embates frequentes entre os grupos, que podem passar dos limites e chegar a brigas de fato.

O professor deve agir?

Nesses casos, geralmente o professor percebe o que está acontecendo, mas prefere não intervir – por entender, talvez, que as questões dos alunos devem ser resolvidas entre eles. No entanto, é função do adulto – no caso, o educador – falar com clareza com a turma quando sentir que determinada situação fugiu do controle dos adolescentes. Por exemplo, quando um aluno é hostilizado por todo o grupo, o problema não é só daquela pessoa, mas de todos.

O método GrowCoaching tem ferramentas adequadas a esse tipo de questão que surge com frequência em sala de aula. Por meio de técnicas individualizadas – aplicadas de modo informal, pelo professor, ou formal, diretamente com o aluno –, auxilia o adolescente a se empoderar, na medida em que é estimulado a observar-se sem se comparar aos demais, descobrindo suas forças e talentos. Assim, pode encontrar dentro de si as condições para lidar com os momentos desafiadores, se posicionando de modo firme e empático e construindo aprendizados que levará por toda a vida.

                      

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