Recolocação profissional: como se planejar

Recolocação profissional: como se planejar

Por: Marcia Belmiro | Carreira | 27 de dezembro de 2019

Depois de anos de trajetória profissional em determinado setor, é cada vez mais comum pessoas decidirem mudar radicalmente de área. Esse desejo pode ter surgido após uma mudança de cidade por conta da transferência do companheiro, ou da revolução provocada pela maternidade – que não raramente tem uma ação avassaladora nas mulheres-mães.

É nessa hora que as pessoas descobrem que o conceito de sucesso não vem de fora, dos influenciadores digitais ou daquele colega de escola que você acompanha pelas redes sociais que é gerente de multinacional e viaja pelo mundo todo: o exemplo perfeito de sucesso – exceto, talvez, pelo fato de que essa pessoa possa estar profundamente infeliz, o que não aparece nas fotos com paisagens exuberantes.

O conceito de sucesso – de verdade – vem de dentro, é totalmente pessoal, e pasmem: pode não ter nada a ver com viagens caras ou paisagens exuberantes. E perceber isso é um sinal de grande maturidade.

Quero mudar de área, e agora?

Nesses casos, é importante fazer, antes de tudo, uma profunda autoanálise. Quais são seus principais talentos e pontos a desenvolver? Quais são seus valores e objetivos atuais? Nessa reflexão, é interessante levar em conta que o que era importante em uma determinada época da vida pode ter perdido espaço para outras coisas que ganharam status de prioridade recentemente.

Por exemplo: no início da vida profissional, era preciso trabalhar um número de horas alto para ganhar dinheiro suficiente e pagar as prestações do apartamento. Hoje, com o financiamento quitado, talvez seja mais importante ter tempo para os filhos, o que implica ter flexibilidade para fazer os próprios horários.

A necessidade de exercer um trabalho que gere mais que satisfação profissional com frequência ganha maior relevância à medida que o tempo passa. Uma atividade que gere, além do resultado financeiro, transformação para si e para os outros e contribuição para a sociedade provavelmente vai trazer um nível maior de realização de maneira integral para o indivíduo.

Como se planejar?

Depois da decisão tomada, o planejamento é importante, o que implica definir metas com significado e propósito, e estar disposto a segui-las. Uma parcela considerável das pessoas que pretendem fazer uma mudança grande – pessoal ou profissional – falham pelos mesmos motivos.

Confira aqui nossas orientações e fuja destas armadilhas:

Criar metas genéricas. Um objetivo, para dar certo, deve ser específico, mensurável, atingível, realista e delimitado no tempo;

Querer “subir o Everest de uma vez só”. Ninguém dá conta de fazer uma grande mudança em um dia, ou em uma semana. O ideal é que haja um processo definido, com cronograma de ação e minimetas;

Não monitorar. Acompanhar a evolução periodicamente é importante por dois motivos: se algo não está dando certo ainda, é possível corrigir o rumo e replanejar. E se já está dando certo, você ganha uma motivação extra;

Não criar o hábito. Estudos mostram que é necessário um certo tempo para o cérebro entender novas configurações. Se antes você trabalhava em escritório e agora é autônomo, deve se organizar para não ficar perdido em procrastinações e conseguir levar adiante o que se propõe.

Você tem interesse em se recolocar profissionalmente em uma atividade que vai trazer desenvolvimento pessoal, satisfação e autonomia – além de boa remuneração? Saiba mais aqui: https://institutoinfantojuvenil.com.br/

                      

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