Menu Categorias
Já conversou com seu filho adolescente hoje?

Já conversou com seu filho adolescente hoje?

Por: Marcia Belmiro | Adolescentes | 12 de novembro de 2019

Quando o filho entra na adolescência, é comum diminuir o diálogo na família. O jovem se fecha e não pede mais a opinião da mãe e do pai, que por sua vez não sabem como recriar essa relação agora que o filho deixou de ser criança e se parece tão pouco com quem era antes – inclusive fisicamente. No entanto, neste momento a aproximação por meio do diálogo é mais importante do que nunca, já que o adolescente passa cada vez mais tempo sem a supervisão direta dos pais – na escola, com os amigos, em cursos extracurriculares –, e essas novas circunstâncias necessitam de novas orientações para que o jovem saiba se proteger física e emocionalmente.

O diálogo entre pais e filhos adolescentes precisa ser frequente e consistente, pois a maioria das situações de risco não acontece em momentos específicos, mas na rotina – na escola, no ônibus, no treino de vôlei. Também é preciso sair do diálogo tradicional – que em geral se parece mais com um monólogo –, no qual os pais perguntam “como estão suas amizades?”, “foi tudo bem na aula?”, “como você está em matemática?”, “a festa foi boa?”, e só recebem como resposta monossílabos acompanhados de uma expressão de tédio.

Daniel Siegel, em seu Cérebro adolescente, indica que, para criar integração entre as gerações, “é preciso aumentar a compreensão empática e a comunicação respeitosa”. E como se daria isso? A pesquisadora Lídia Macedo, em estudo realizado em 2013, concluiu que o diálogo acerca de experiências emocionais entre pais e filhos tem papel fundamental no desenvolvimento de habilidades emocionais em crianças e adolescentes. Através desse tipo de conversa, o jovem é capaz de criar habilidades para identificar, compreender e expressar suas emoções, estando assim mais integrado aos próprios anseios e à realidade da forma como esta se apresenta a ele.

A essas habilidades a autora dá o nome de “processos de regulação emocional”, que são avaliados como fundamentais para a estruturação de uma vida saudável. E é nessa forma de comunicação que o Método GrowCoaching sustenta as relações e o diálogo entre pais e filhos. Ou seja, espera-se que o adulto esteja preparado emocionalmente para identificar as próprias emoções, seja capaz de falar delas e, dessa maneira, habilitar seu jovem a lidar da mesma forma com as próprias emoções, estabelecendo assim uma relação com o ambiente externo, se posicionando de maneira apropriada a cada situação que se lhe apresenta.

 

Confira nossas orientações sobre como facilitar um diálogo verdadeiro, sensível e atencioso com seu filho.

Para uma comunicação assertiva, foque em:

– Valorizar os pontos fortes do outro;
– Ver o outro como parceiro e não como competidor;
– Assumir a responsabilidade por resolver a situação;
– Receber uma crítica sem justificativas e depois analisar se ela faz ou não sentido para você;
– Planejar e negociar;
– Assumir a responsabilidade pelos erros cometidos;
– Solucionar a situação.

Para uma comunicação assertiva, evite:

– Rotular o outro;
– Culpar e responsabilizar o outro pela situação;
– Ficar passivo e não se manifestar diante de uma situação que você considera injusta ou desconfortável;
– Desqualificar a outra pessoa;
– Discutir e barganhar;
– Desvalorizar uma ideia para assim conseguir valorizar seu ponto de vista;
– Quando receber uma crítica, responder atacando o outro apontando um defeito ou um erro cometido pela outra pessoa;
– Se fazer de vítima.

Você se interessou por esse assunto? Leia mais em “Os três principais erros na comunicação com os filhos adolescentes”: https://coachinginfantojuvenil.com.br/os-tres-principais-erros-na-comunicacao-com-os-filhos-adolescentes/

 

Fonte:

E-books “Relacionamento familiar” e “Comunicação”, integrantes do programa de formação TeenCoaching

                      

Matérias Relacionadas

Seu filho se sente inseguro para o vestibular?
Conheça as principais mudanças que ocorrem na adolescência e fique preparado para lidar com adolescentes
A solidão na adolescência deve preocupar os pais?