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Como o Kids Coaching vê os limites do professor, a doutrinação ideológica e a importância da relação de parceria entre educador e aluno

Como o Kids Coaching vê os limites do professor, a doutrinação ideológica e a importância da relação de parceria entre educador e aluno

Por: Marcia Belmiro | Educação | 08 de agosto de 2019

Cabo de guerra em sala de aula?

Há tempos houve o “destronamento” do professor. Isso significa que por um lado ele não é mais soberano em sala de aula, com poder de determinar, julgar e castigar (inclusive fisicamente) os alunos. Por outro lado, houve uma desvalorização da importância deste profissional em nossa sociedade — o Brasil ficou em último lugar no ranking do Índice Global de Status de Professores 2018, elaborado pela Varkey Foundation.

Não é possível voltar no tempo, nem adianta ficar preso ao saudosismo. A relação baseada em poder — na bronca, na ameaça, no castigo, na obediência cega — não funciona mais. O profissional da educação de hoje necessita construir outro tipo de relação com os alunos. A influência em sala de aula, se exercida de maneira positiva, pode fazer do professor um líder verdadeiro (aqui me refiro ao conceito de liderança de Daniel Goleman, baseado na inteligência emocional).

O professor como eterno aprendiz

Paulo Freire, patrono da educação brasileira, reflete em seu Pedagogia da autonomia: “O professor que desrespeita a curiosidade do educando, […] que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que ‘ele se ponha em seu lugar’ ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, […] transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência.”

Em Paulo Freire, o menino que lia o mundo, os autores Carlos Rodrigues Brandão e ‎Ana Maria Araújo Freire reforçam a crença de Paulo Freire de que “em todo professor mora um eterno aluno, um eterno estudante e um eterno aprendiz”.

É exatamente isso que entendemos no Kids Coaching: professores e alunos aprendem e ensinam na mesma medida, de acordo com seus saberes próprios. O saber é construído em conjunto, substituindo o conceito de hierarquia pelo de parceria.

Educação imparcial existe?

Muito se fala atualmente sobre doutrinação ideológica por parte dos professores. Aqui, mais vez uma recorremos a Paulo Freire: “Não existe imparcialidade. Todos são orientados por uma base ideológica. A questão é: sua base ideológica é inclusiva ou excludente?”

Entendemos que, mesmo inconscientemente, a fala é sempre carregada de nossos princípios e valores. O problema é quando o professor diz o que acredita e não aceita o ponto de vista do outro. No Kids Coaching, estimulamos o diálogo saudável, pois acreditamos que só ele gera tolerância, reflexão e mudança verdadeiras em qualquer relação.

 

                      

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