Cinco mitos na criação de filhos

Cinco mitos na criação de filhos

Por: Marcia Belmiro | Crianças | 19 de fevereiro de 2020

Ao longo da vida, ouvimos inúmeras verdades absolutas a respeito da criação de filhos: “quem tem um filho, não tem nenhum”, “meninos são corajosos, meninas são obedientes”, “criança não tem querer”… Até que nos tornamos pais e nos surpreendemos com um bebê de personalidade forte, uma menina corajosa, ou até com o desejo de não ter mais filhos.

A partir daí, os pais podem escolher: sofrer com a contradição entre a expectativa e a realidade ou pesquisar, se informar, se permitir mudar de opinião, abandonar conceitos e preconceitos.

Confira aqui cinco mitos na criação de filhos:

  1. Amor demais estraga. Quantas pessoas você conhece que tiveram problemas na vida por terem sido amadas demais? E quantas conhece que estão doentes e deprimidas por não se sentirem amadas o suficiente? O amor, especialmente vindo dos pais, nunca é demais. Aqui cabe um esclarecimento: amor é diferente de falta de limites. Por sinal, dar limites – com respeito – é uma prova de amor, sendo necessário na criação dos filhos.
  2. Mães são sempre fortes. O mito da “mulher-maravilha” – a profissional dedicada, dona de casa caprichosa, esposa devotada, mãe zelosa – é tão popular quanto perigoso. Essa ideia de que a mulher dá conta de tudo com perfeição e um sorriso no rosto esconde o cansaço, a frustração constante e lágrimas no travesseiro. Quando estiver triste, conte para seus filhos. Quando não estiver dando conta, peça e aceite ajuda. E sempre se ame, se acolha, se respeite e honre quem você é, em todo o seu potencial.
  3. Gordura é sinônimo de saúde. Este mito sempre vem junto de outro, “leite materno é fraco”. A criança que hoje toma mamadeira com maisena e açúcar para ficar “forte” é o futuro adolescente acima do peso, provável adulto com diabetes. Se o seu filho está ativo, crescendo e se desenvolvendo normalmente, com certeza está bem alimentado.
  4. Filho bom é filho obediente. A criança que vai dormir sem reclamar, faz os deveres na hora certa e aceita todas as ordens sem argumentar pode adotar uma postura passiva na vida, sempre esperando que lhe digam o que fazer, o que é certo e errado. Dá trabalho estimular a autorresponsabilidade nas crianças, mas dá mais trabalho ter um filho adulto eternamente dependente dos pais.
  5. Ele é criança, não entente nada. O mundo está desabando e os pais insistem em dizer ao filho que está tudo bem. Dependendo da idade a criança não entende o conceito de dívida, separação ou morte, mas certamente sabe que algo não vai bem – e, nesses casos, a tendência é acreditar que a culpa é sua. Dizer que existe um problema, que algo no trabalho a aborreceu ou que você está com vontade de chorar não é errado. Pelo contrário, é quando a criança vê a humanidade dos pais que pode aceitar sua própria humanidade.
                      

Matérias Relacionadas

Dores silenciosas que consomem nossas crianças
Como trabalhar o patriotismo na escola?
Terrible two: o que fazer com a birra dos 2 anos